História

História de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia

Do Santuário da Atalaia aos campos hortícolas do Alto Estanqueiro e da Jardia.

Memória local

A Atalaia

Assente num monte sobranceiro ao estuário do Tejo, a povoação da Atalaia cresceu à volta do seu Santuário. A proximidade da Estrada Real, que ligava Lisboa a Badajoz via Aldeia Galega, trouxe-lhe passagem constante de viajantes — e a fé trouxe-lhe peregrinos desde o início do século XVI. Por volta de 1507, os funcionários da Alfândega de Lisboa vieram aqui em promessa a Nossa Senhora da Atalaia por ocasião de uma peste.

Tempos difíceis

Em 1808, as invasões francesas levaram ao saque da Igreja da Atalaia pelos exércitos de Napoleão. Mais tarde, com a implantação da República e o anticlericalismo que a acompanhou, o Cruzeiro Mor ficou com as imagens decapitadas e a coroa das armas reais do retábulo partida; em 1912, depois de um comício em Aldeia Galega, populares assaltaram a igreja. Ainda assim, o culto da Senhora da Atalaia manteve-se vivo até aos nossos dias.

Alto Estanqueiro e Jardia

Nascida da junção de dois lugares, a antiga freguesia do Alto Estanqueiro-Jardia pertenceu à jurisdição da Ordem de Santiago, sediada em Palmela. O topónimo «Estanqueiro» liga-se provavelmente ao comércio em regime de monopólio (tabaco, pólvora, palha); «Jardia» à járdia, a charneca de rosmaninho e alecrim. Até meados do século XX o território era de fazendas e terrenos agrícolas que abasteciam o concelho de produtos hortícolas; o crescimento urbano veio na segunda metade do século.

Linha temporal

Principais datas

c. 1507

Os funcionários da Alfândega de Lisboa vêm em promessa a Nossa Senhora da Atalaia, por ocasião de uma peste.

1551

A Confraria de Lisboa manda construir o Cruzeiro Mor.

1669

Uma família de Alcochete manda construir o Cruzeiro de Alcochete.

1808

Saque da Igreja da Atalaia durante as invasões francesas.

1843

A rainha D. Maria II visita a Igreja da Atalaia, a 5 de outubro.

1866

A Jardia é referida como lugar da freguesia do Divino Espírito Santo do Montijo.

1985

A Lei n.º 82/85, de 4 de outubro, cria a freguesia de Alto Estanqueiro-Jardia.

1997

Abre ao público o Museu Agrícola da Atalaia, na Quinta Nova da Atalaia.

2009

A Igreja de Nossa Senhora da Atalaia e os três cruzeiros são classificados como Imóveis de Interesse Público.

2013

Lei n.º 11-A/2013: constituição da União das Freguesias de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia.

Heráldica da Freguesia
Brasão de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia
Heráldica

Símbolos da União das Freguesias

A União das Freguesias de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia ainda não tem ordenação heráldica própria publicada em Diário da República. Até lá, apresentam-se os brasões e bandeiras das antigas freguesias da Atalaia e do Alto Estanqueiro-Jardia. O logótipo institucional, adotado em dezembro de 2025, estiliza o Cruzeiro Mor da Atalaia.

Elementos Heráldicos

Brasão da Atalaia

Escudo de prata, cruzeiro de púrpura assente num monte de negro, movente da ponta e entre uma flor-de-lis de azul, à dextra, e uma espiga de milho de ouro, folhada de verde, à sinistra. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «Atalaia – Montijo».

Bandeira da Atalaia

De azul. Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.

Brasão do Alto Estanqueiro-Jardia

Escudo de prata, uma cruz da Ordem de Santiago, de vermelho, uma roda dentada de azul, uma espiga de milho de ouro, folhada de verde, e um pinheiro arrancado de verde, frutado de ouro, as quatro figuras dispostas em cruz. Coroa mural de três torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro: «Alto Estanqueiro–Jardia».

Bandeira do Alto Estanqueiro-Jardia

De vermelho. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.

Conheça a história e a heráldica da freguesia

Descubra as origens, a memória e a identidade que moldaram a freguesia ao longo do tempo.